Nosso Estado vem enfrentando um período de chuvas intensas, gerando uma série de transtornos para a população. Diversas cidades já registraram índices pluviométricos muito acima do esperado para todo o mês.
Essa variação climática extrema, com precipitações acima do normal, tem uma causa evidente: as mudanças climáticas. Embora frequentemente ouçamos essa expressão em telejornais e portais de notícias, tendemos a acreditar que se trata de algo distante, sem impacto direto sobre nós. No entanto, esse fenômeno, amplamente discutido por governos ao redor do mundo, afeta a todos, sem exceção.
Seja por períodos prolongados de seca ou por chuvas excessivas, as consequências das mudanças climáticas são sentidas em todo o planeta. Isso ocorre devido às ações humanas que impactam o meio ambiente, como a poluição em diversas formas, o desmatamento da Amazônia e, até mesmo, as alterações que afetam diretamente o nosso bioma local.
Alguns impactos causados afetam diretamente nosso dia a dia: ondas de calor mais intensas e frequentes, vem afetando a saúde e a agricultura; a elevação do nível do mar, ameaçando cidades costeiras e ecossistemas, como está acontecendo em Baía da Traição; secas prolongadas e redução da disponibilidade de água potável; a desertificação, com a degradação do solo, reduzindo áreas agricultáveis e habitats naturais, entre outros.
O Brasil não está indiferente a essa realidade e há algum tempo desempenha um papel fundamental nessa discussão. O atual Ministério do Meio Ambiente passou a ser chamado de Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e institui desde 2009 a Política Nacional sobre Mudança do Clima – PNMC. Em 2023 o país lançou o Plano Clima, um guia das ações de enfrentamento à mudança do clima no Brasil até 2035. O compromisso estabelece a redução de 59% a 67% das emissões líquidas de gases de efeito estufa do país em 2035, na comparação aos níveis de 2005, quando da assinatura do Acordo de Paris. Isso equivale, em termos absolutos, a um corte de emissões para alcançar entre 850 milhões e 1,05 bilhão de toneladas de gás carbônico equivalente no ano de 2035.
Nós, enquanto sociedade civil, também podemos contribuir por meio de diversas ações. Aqui estão algumas sugestões:
1. Plantar árvores e criar áreas verdes urbanas para reduzir o efeito de ilhas de calor.
2. Reduzir o consumo de energia e apoiar políticas de conservação de áreas costeiras e manguezais.
3. Implementar sistemas de drenagem sustentável e promover a construção de infraestrutura resiliente.
4. Proteger áreas naturais, promover a restauração ecológica e evitar o desmatamento.
5. Captar e armazenar água da chuva, reduzir o desperdício e promover o uso consciente da água.
6. Utilizar transporte público, bicicletas ou carros elétricos; adotar energias renováveis como solar e eólica.
7. Reduzir o uso de plásticos e apoiar iniciativas de conservação marinha e pesca sustentável.
8. Praticar agricultura sustentável, reflorestar áreas degradadas e evitar o uso excessivo de recursos hídricos.
Sejamos cidadãos conscientes, cuidando do nosso planeta, do nosso país, do nosso estado, da nossa cidade, do nosso bairro e da nossa casa. Pensando globalmente e agindo localmente, podemos fazer a diferença na preservação do nosso habitat – o planeta Terra. Rodolfo Araujo